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Mulheres não gostam de caras Legais

As mulheres sempre dizem que sonham em encontrar “um cara legal”, certo?

As mulheres sempre dizem que falta homem bonzinho, homem que preste, certo?

As mulheres sempre dizem que ODEIAM cafajestes, certo?

Então você, acreditando nisso tudo, vira um ombro amigo bonzinho que ACEITA absolutamente TUDO, incluindo ser um capacho gratuito sempre à disposição delas na esperança que elas o escolham como “um cara legal e único”. Certo?

Errado!

Aqui estão algumas razões para você NÃO ser esse cara paspalho, legal e bonzinho que você pretendia ser para tentar agradar as mulheres.

1. Você vai virar um garoto de favores ou um simples macho provedor (entenda-se: comprar coisas pra ela, fazer favores pra ela, e não conseguirá NADA em troca).

2. Você irá ganhar um beijo. Na bochecha. E nunca naquele momento em que você realmente queria ganhar.

3. Você terá que se humilhar e revelar seus sentimentos por ela derramando lágrimas só para ouvir: “Não fazia a menor idéia que você sentia isso por mim, vejo você como um irmão”

4. Você terá que assistir CALADO a mulher dos seus sonhos ter encontros com um cafajeste após o outro.

5. Você desperdiçará MUITAS noites sozinho.

6. Você irá gastar muito mais tempo VENDO pornôs do que FAZENDO seus próprios pornôs.

7. Você vai gastar MUITO dinheiro levando mulheres a restaurantes caros para tentar arrancar alguma migalha enquanto outros caras as levarão para simples passeios no parque com resultados melhores.

8. Você terá que aceitar de bom grado QUALQUER mulher que te dê uma chance, ao invés de ter nos braços a mulher que você REALMENTE QUER.

9. Você vai gastar mais tempo sonhando e fantasiando sobre encontros do que VIVENDO a rotina de encontros intensa que você tanto gostaria.

10. Você terá que ouvir mulheres dizendo o quão legal você é, o quão bondoso você é, e quão doce você é. Mas curiosamente por algum motivo estas mesmas mulheres NUNCA vão sair com você.

11. Você vai ter muitas mulheres... chorando nos seus ombros.

12. As mulheres vão adorar conversar com você... porque você ouve todos os PROBLEMAS delas.

13. Você vai telefonar para muitas mulheres só para elas NUNCA retornarem os seus telefonemas.

14. Você vai ter que ouvir mulheres dizendo que VOCÊ NÃO É O “TIPO” DELAS.

15. Para os encontros, as mulheres SEMPRE vão estar ocupadas pra você. Mas as mesmas mulheres vão te ligar tarde da noite porque precisam falar sobre os problemas DELAS ou simplesmente para te pedir um “favorzinho” de amigo.

16. Você terá que passar TODA a sua vida IMAGINANDO o dia em que a mulher certa aparecerá pra você. Aquela mulher imaginária que, na sua mente, vai tratá-lo bem e retribuir tudo o que você faz.

17. Você vai acreditar cada vez mais que ser “um cara legal” é o caminho certo para fazer uma mulher se apaixonar por você, ficando preso num círculo vicioso para você, e tedioso para elas.

18. Você vai gastar TODA sua vida tentando ser “um cara legal e amável” ao invés de simplesmente ser você mesmo.

19. Você talvez encontre uma mulher que irá querer casar com você só porque é “um cara legal”.

20. Sua futura esposa que casará com você só porque é “um cara legal” irá provavelmente lhe trair alegando “monotonia na relação oriunda da síndrome do cara legal”.

21. As mulheres vão puxar você para todos os lados que quiserem e lhe darão as mais diversas ordens. E você vai de bom grado, como um verdadeiro “ninguém” sem opinião própria.

22. Você ficará ansioso para ir a todas as baladas... para pagar bebidas pras mulheres e SONHAR com alguma retribuição.

23. Você comprará para as mulheres as flores favoritas delas apenas para vê-las jogarem as mesmas num canto constrangidas ou simplesmente jogarem fora todas juntas.

24. Você sempre vai se aproximar das mulheres achando que está incomodando ao invés de pensar que você é a melhor coisa que já aconteceu na vida delas.

25. Você poderá entrar para o livro dos recordes por ser o homem que mais TENTOU, no maior número de ANOS consecutivos, conquistar a mesma mulher.

26. Você irá trabalhar e se esfolar feito um castor japonês para ficar rico, ter um grande carro e viver numa grande mansão, só para perceber que a melhor mulher que você consegue arrumar é uma tremenda interesseira.

27. Você será MUITO admirado por ser bonzinho. Pela sua mãe.

28. Você respeitará as mulheres em TODAS as ocasiões apenas para perceber que as mulheres não respeitam você em NENHUMA ocasião.

29. As mulheres contarão a você o quanto elas querem conhecer um “cara legal”. Porém, por mais “legal” que você seja, elas NÃO enxergarão você como o “cara legal” que elas tanto querem conhecer.

30. As pessoas dirão para você ser apenas você mesmo, e você irá pensar que já estava fazendo isso o tempo todo.

31. As mulheres frequentemente confundirão você com uma das amigas delas ou com um amigo gay. Isso mesmo. Seu pênis ficará completamente invisível como num passe de mágica.

Aprendeu, paspalhão?

Portanto, não queria ser aquele cara bonzinho, o eterno capacho da turma e bonachão sempre disponível para elas. Não acredite no que as mulheres dizem, mas sim em como elas agem.

PARE de ser aquele ombro amigo assexuado, sempre disponível após um doloroso pé na bunda que elas levam de um cafa.

Isso não significa também que você deva virar um marginal imbecil. Mas NÃO SEJA em hipótese alguma o amiguinho gay delas sempre disponível para dar uma carona, fazer trabalhos escolares e consertar computadores de graça.

A não ser, é claro, que você queira ser um homem microondas. Aquele que esquenta para os outros comerem.


Traduzido de: ChamingManBlog.com
Indicado por Shâmtia Ayômide

Sexo e poder - Atrativos para recrutamento de jovens para o tráfico

A sensação do poder armado e a conseqüente facilidade de conquistar mulheres são os grandes estímulos que levam crianças, adolescentes e jovens a entrarem para o tráfico, já que a atividade não rende mais financeiramente o que rendia há alguns anos. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa "Meninos do Rio: jovens, violência armada e polícia nas favelas cariocas", lançada nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. O estudo foi promovido pelo Unicef e coordenado pela cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes.

Em entrevista exclusiva para o UOL, a autora contou que a capacidade das armas de atrair meninas - as chamadas "Maria Fuzil" - surgiu como um comentário constante nas entrevistas feitas com jovens, mães, lideranças comunitárias e técnicos de projetos sociais do Complexo do Alemão e de favelas e bairros da Zona Oeste do Rio. Além de sete grupos focais, reunindo 87 jovens, técnicos e mães, foi realizada uma pesquisa quantitativa executada por 14 jovens que entrevistaram 241 rapazes e moças de 14 a 29 anos.

Outra revelação do estudo é que as razões alegadas para a entrada no tráfico são as mesmas que as de saída ou não entrada. "A única coisa realmente comum a todos os jovens que ingressam no crime é a presença de grupos ilegais armados na esquina de casa", diz Silvia. Para a pesquisadora, enquanto durar o controle territorial por traficantes e milícias em favelas do Rio, alguns jovens, mesmo sem convicção, vão "experimentar a vida".

Veja abaixo trechos da entrevista, feita no final de semana no Rio de Janeiro.

O que estimula crianças e adolescentes a entrarem para grupos armados em favelas cariocas?
Silvia Ramos -
Muitas vezes, as "causas" que explicariam porque um jovem entrou para o tráfico eram as mesmas que explicariam por que outro jovem não entrou. Famílias desestruturadas, falta de dinheiro, pais violentos, parentes envolvidos no tráfico... ouvimos de jovens que hoje estão na universidade que estas foram exatamente as razões para fugirem do crime e buscarem alternativas. As chamadas causas clássicas, sócio-econômicas, parecem hoje, mais do que em qualquer outro momento, muito frágeis para ajudar a compreender as forças que fazem de um trabalho que paga pouco e é perigoso ser ainda atraente para alguns.

Então o que os leva a correr tamanhos riscos?
Silvia Ramos -
A capacidade das armas para atrair meninas surgiu como um comentário constante não só de traficantes, ex-traficantes e jovens de projetos, como de mães e assistentes sociais que trabalham com jovens nas favelas. Luiz Eduardo Soares e outros autores já tinham chamado a atenção para os aspectos simbólicos, ligados à afirmação e à visibilidade, envolvidos nas dinâmicas da violência armada. Mas certamente o que há de mais comum em todas as histórias é a presença, dentro da favela, na esquina perto de casa, de grupos armados ostentando armas e "mandando no pedaço". Como a "experiência", o "ir e vir", é uma característica da juventude contemporânea, experimentar a vida no crime poderia ser apenas uma passagem. Mas algumas vezes a passagem é fatal e esse garoto mata, morre ou vai preso.

Quais as principais conclusões do estudo?
Silvia Ramos -
A conclusão principal é que é preciso ouvir os que estão no tráfico, os que saíram e os que trabalham no dia a dia das favelas com os jovens. Nós construímos estereótipos e certezas sobre o tráfico, as armas, as drogas e o crime, quando na verdade o mundo dentro dos grupos armados muda toda hora. Se quisermos entender o que está passando com esses meninos do Rio, precisamos ouvi-los. A segunda conclusão principal é: a única coisa realmente comum a todos os jovens que ingressam no crime é a presença de grupos ilegais armados na esquina de casa. Enquanto durar o controle territorial por traficantes e milícias em favelas do Rio, alguns jovens, às vezes sem muita convicção, vão experimentar "a vida", como eles dizem. Mas essa experiência às vezes é definitiva. Para o próprio ou para outro. O mesmo se passa com os carros, a velocidade, os esportes radicais, o risco e tantas coisas que "atraem" na juventude. Se não houver blitz, polícia, pardal e multa impedindo que um garoto pegue o carro do pai e acelere a 120 por hora numa curva, alguns jovens sempre vão "experimentar" essa sensação de perigo. E alguns vão matar e morrer.

Quem são as principais vítimas e autores da violência letal no Rio de Janeiro e qual a relação com o foco do estudo?
Silvia Ramos -
Morrem 50 mil pessoas aproximadamente por ano no Brasil vítimas de homicídio. Nossa taxa de homicídios é a sexta maior do mundo, com 26 por 100 mil. Nossa taxa de homicídio de jovens de 15 a 24 anos é a quinta maior, chegando a 50 por 100 mil. No Rio de Janeiro, tomando apenas os jovens, a taxa ultrapassa os 100 por 100 mil. Quando olhamos apenas para os jovens do sexo masculino negros e pardos aos 23 ou 24 anos, a taxa de homicídios do Rio chega a 400 por 100 mil. No Rio, a morte violenta tem cara, cor e endereço: é um rapaz negro morador de uma favela, ou de um bairro da Zona Oeste, usando bermuda e boné. Os autores desses homicídios - ainda que não existam estatísticas para comprovar - são predominantemente jovens envolvidos em dinâmicas de grupos armados, em geral traficantes de drogas, que vivem nas favelas. Mas não só: no Rio, a polícia mata mais de 1000 pessoas a cada ano. Sempre nas favelas e bairros pobres. Por isso o foco do estudo foram as favelas e bairros da Zona Oeste do Rio.

O que se pode fazer para mudar esse cenário?
Silvia Ramos -
Cabe ao governo e à polícia retirar os grupos armados que dominam áreas da cidade pelos fuzis e granadas. Cabe a nós, como sociedade, pensar em alternativas para rapazes que tiveram passagens pela vida de bandidos, em geral têm baixa escolaridade, mas desejam experimentar a "emoção de fazer parte da sociedade" ou de "andar livremente por Copacabana, Ipanema e Leblon, de cabeça erguida", como disse um jovem que saiu do tráfico e há um ano tem sua carteira assinada por meio de um projeto do AfroReggae. O AfroReggae está fazendo hoje, com mais de uma centena de jovens, aquilo que os governos deveriam se preocupar em fazer com milhares de garotos que estão nas favelas ou saindo das prisões.

Por que alguns saem do crime e outros não?
Silvia Ramos -
Um disse que a namorada engravidou e ele precisava arrumar a vida. Outro disse que pensou na mãe, outro que viu um amigo sendo morto. Muitos disseram que a vida no tráfico é muito dura - 12 horas de trabalho, ganhando pouco, sob muito risco e ninguém fica rico. "A gente cansa, a ilusão acaba", disseram. O fato é que, com algumas exceções, quase todos os rapazes que hoje se encontram no tráfico aceitariam experimentar um emprego com carteira assinada e largar as armas. Poder circular livremente pela cidade é uma atração muito forte para garotos que têm armas, algum dinheiro e "fama" na favela, mas não podem levar a namorada ou o filho ao shopping mais próximo. Poder dormir uma noite inteira sem pensar que a polícia ou o "alemão" pode entrar, é
um sonho que os que estão segurando as armas referem permanentemente.

Existem jovens que vivem uma "vida dupla"?
Silvia Ramos -
Essa é outra novidade que encontramos. As identidades não são sempre puras, como "traficante", "estudante", "trabalhador", "bandido" ou "otário". Alguns garotos quando voltam da escola trabalham algumas tardes da semana na "endolação" (embrulhando as drogas), alguns trabalham de dia numa empresa e à noite ou no fim de semana prestam serviços para a boca. Outros são traficantes profissionais, mas paralelamente têm seus negócios inteiramente legais na favela. Se os negócios derem certo, planejam "sair do crime". Em resumo, as identidades instáveis, mutantes - ou as trajetórias ioiô, como denomina José Machado Pais - e a recusa aos rótulos também ocorre atualmente entre jovens de favelas e não só entre jovens de classe média.

Como é a hierarquia e a dinâmica no tráfico?
Silvia Ramos -
A situação do tráfico nas favelas cariocas é bastante heterogênea. Não há mais padrões salariais, hierárquicos ou funcionais rígidos e a mudança ocorre não apenas de uma favela para outra, mas de uma semana para outra na mesma boca de fumo. O que predomina na maioria das comunidades é uma sensação de instabilidade, com chefes sendo mudados às vezes em semanas e muitos garotos novos tendo "muito poder", segundo palavras de traficantes e ex-traficantes entrevistados. Outra mudança importante é a mistura da função de traficante e de assaltante. É comum, em algumas favelas, que o traficante "vá para a pista" roubar, quando o movimento das drogas está fraco. Isso no passado era inconcebível e poderia custar a vida de quem desobedecesse.

E o crack?
Silvia Ramos -
Ouvimos muitas reclamações e comentários indignados, inclusive de traficantes, sobre a entrada do crack e o estrago e degradação que está causando em algumas áreas.

O que mais mata os integrantes de grupos?
Silvia Ramos -
Quando imaginamos as mortes nos grupos ilegais armados, sejam traficantes ou milícias, pensamos em grandes confrontos, onde o opositor é um policial ou um bandido de outra facção. Mas na prática mortes acontecem o tempo todo dentro dos grupos, por ciúmes, inveja, tensões interpessoais, familiares, namoros e às vezes por brigas típicas de adolescentes. A proximidade das armas contribui ainda mais para uma cultura masculina que naturaliza a resolução de conflitos na base do tiro. Um ex-traficante contou que era o "frente" da favela. Um garoto da boca foi pra rua e voltou com uma "twister", um tipo de moto. O frente pediu para dar uma volta, o garoto que trouxe a moto não deixou, disse que ele que roubou, a twister era dele. O "frente" disse: "tu tá pensando que tá falando com quem?" E disso desenvolveu-se uma disputa de "autoridade" que teria sido resolvida à bala se o garoto não tivesse cedido a moto. Típica briga de adolescentes. De fato, Alba Zaluar, nos primeiros estudos sobre os grupos armados - gangues, quadrilhas e galeras - chama atenção para este fato. Mas nas condições atuais, de crise e desorganização das bocas de fumo, há uma radicalização das decisões tomadas na base de disputas insanas e um aprofundamento da cultura da morte. Eu pessoalmente estou convencida que boa parte das "invasões" e tentativas de "tomadas" de territórios entre facções ou em confrontos com a polícia, que provocam tiroteios toda hora, mortes, perdas de armas, munições, dinheiro e drogas para os grupos... isso tem muito pouco de racionalidade econômica. O que predomina é uma lógica de gangue.

E as milícias, também reagem na base do tiro?
Silvia Ramos -
Essa foi também a reação inicial das milícias quando finalmente a polícia resolveu combatê-las, no início do governo Sergio Cabral: jogaram bombas em delegacias, ameaçaram autoridades, executaram policiais, aumentaram as mortes. Mas passados quase três anos, tudo indica que vários grupos de milícia respondem com maior racionalidade econômica às investidas da polícia e tendem a se tornar menos visíveis no território, menos ostensivos e mais silenciosos, para manter a venda de sinal de televisão, gás, participação no transporte etc. O fenômeno é relativamente novo e não é possível ainda definir uma tendência definitiva, mas parece que a incapacidade dos grupos do tráfico de adaptar a venda das drogas no varejo a um modelo que não dependa do controle territorial armado - modelos que predominam em todas as outras cidades do Brasil - será uma das causas de sua decadência em várias favelas do Rio.